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- Corona em Foco - Esclarecendo o Coronavírus por Dra. Ana Carolina Rozental
Postado por: Giro do Wal
sexta-feira, 20 de março de 2020
Olá a todos. Hoje daremos início a esse novo quadro "Corona em Foco", onde abordaremos os mais variados assuntos a respeito do vírus e traremos muita prestação de serviço a população brasileira e mundial. Por aqui traremos médicos, terapeutas, educadores físicos, enfermeiros e profissionais com dicas e esclarecimentos a respeito da pandemia e como agirmos. A nossa primeira convidada é a Dra. Ana Carolina Rozental que fez um apanhado geral do Coronavírus, trazendo seu surgimento, nome científico, meios de transmissão, prevenção e canais de informação!
O coronavírus faz parte de uma grande família de vírus, que pode causar desde resfriados comuns até doenças respiratórias mais graves.
O novo coronavírus descoberto em dezembro de 2019 na China (SARS-CoV-2) é o agente causador da doença pelo coronavírus 2019 (COVID-19).
Geralmente, o quadro é similar a uma gripe, uma doença leve ou moderada. No entanto, alguns casos podem ter evolução grave.
Sintomas mais comuns: febre, tosse e/ou dificuldade para respirar.
Transmissão: de pessoa pra pessoa, por meio de gotículas respiratórias expelidas do nariz e da boca quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Essas gotículas podem ficar depositadas em objetos ou superfícies por horas. Pessoas que não têm sintomas, mas que são portadoras do vírus, também podem transmitir a doença.
Grupos que têm maior risco de desenvolver a forma grave: idosos, portadores de doenças crônicas (pressão alta, diabetes, doenças respiratórias, reumatológicas) e imunossuprimidos
Diagnóstico: coleta de materiais respiratórios de pacientes classificados como casos suspeitos. É um exame que não tem resultado imediato e leva alguns dias para sair.
Vacina: os estudos têm avançado nesse sentido, mas, infelizmente, nada disponível até o momento.
Tratamento: a grande maioria dos casos é autolimitada, ou seja, é curada espontaneamente pelo seu sistema imunológico. Os casos mais graves devem ser hospitalizados. Desde o avanço dos casos em janeiro, vários estudos começaram a ser feitos com algumas medicações, como anti-virais e antibióticos associados. Os estudos são com populações pequenas, portanto limitados e ainda não há uma medicação específica para eliminar o vírus. É importante saber que nenhuma medicação foi estudada como forma de prevenção. Então, caso ouça que alguma foi efetiva no combate ao vírus, não corra para a farmácia para estocá-la. Com isso, vai faltar para quem realmente precisa. Além disso, todas essas medicações têm efeitos colaterais e o risco x benefício deve ser avaliado pelo seu médico.
Dicas:
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou higienizar com álcool gel 70%. Se está difícil de encontrar o álcool, não precisa entrar em pânico, basta lavar adequadamente as mãos com água e sabão.
- Cobrir a boca e nariz com um lenço de papel ao tossir e espirrar e jogar no lixo após o uso, ou proteger com o antebraço.
- Evitar locais com aglomeração de pessoas.
- Não compartilhar objetos de uso pessoal.
- Evitar procurar o Pronto Atendimento por qualquer motivo. Esses locais receberão pacientes com casos de coronavírus e você poderá se contaminar, caso não tenha a doença. Além disso, outras urgências/emergências (como infartos, AVCs, acidentes) continuarão a acontecer e isso atrasará o atendimento daqueles que demandam uma atenção maior naquele momento.
Fique em casa, se possível. O assunto é sério e precisa que cada um faça a sua parte. Sejamos solidários neste momento.
Em caso de dúvida, entre em contato direto com o Ministério da Saúde pelo Disque Saúde 136 ou no WhatsApp (61)99289-4640.
Não compartilhe fake news! O momento não deve ser de pânico, mas sim de informação e precaução.
Ana Carolina Rozental Fernandes
Médica especialista em Clínica Médica e Endocrinologia
CRM-MG 63.864 / CRM-SP 172.811


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