Postado por: Giro do Wal domingo, 30 de setembro de 2018


"Nós somos as cantoras do rádio, levamos a vida a cantar" e assim foi a vida da incrível Ângela Maria, nossa querida "Sapoti", como foi carinhosamente apelidada por Getúlio Vargas por sua voz doce e marcante. Aqui finda-se a última rainha do Rádio Brasileiro, época de ouro e aurora, que arrastavam multidões aos seus shows. O brasileiro cantava o amor pelas ondas dos aparelhos, acompanhavam a vida das estrelas e anualmente torciam pela eleição da consagrada cantora daquele ano na "Revista do Rádio Brasileiro".

Abelim Maria da Cunha, simplesmente Ângela Maria, enfrentou sua família e toda uma sociedade machista das décadas de 50 em diante por ser cantora, mulher e negra. Sua luta veio em formato de belas canções eternizadas na sua voz marcante, cante por favor "Babalu", "Cinderela" e "Ave Maria no Morro"?

Cada cantora desse país deve ser ajoelhar e agradecer a contribuição musical dessa monstra extraordinária que imprimia poesias atreladas as suas emoções em sonoras canções. A lendária entrou para história mundial por gravar 115 discos.

Sempre tive um amor e respeito imenso pela pessoa e artista que foi. Na última quinta (27) me lembrava com carinho e planejava para o próximo ano comparecer a um show, e depois cumprimentá-la emocionado e perguntar se lembrava de meu avô Aluízio, seu namorado na adolescência quando moravam em uma favela carioca. Sempre sonhei com esse encontro, desde a infância, infelizmente ficará guardado em meu coração!

Que Deus te receba de braços abertos no céu. Agora a "Rádio Nacional" e "Rádio Mayrink Veiga" terá os shows das amadas aí no andar de cima.

Pra sempre Ângela Maria, Sapoti!











  

- Copyright © Giro do Wal - Desing by Rogério Brasil - Melhor Visualizado no Chrome ou Firefox