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- Luto - José Henrique
Postado por: Giro do Wal
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
"Eu fui um anjo, vivi, contribui e parti"
Hoje, apesar de uma data triste e simbólica, era para ser feliz, aniversário do Walfredo. Ligo logo cedo para Caxambu, no Edifício Elly, e dou bom dia à Dona Silva (madrinha do meu pai), perguntou se está tudo bem e logo vem a notícia: "O Zé faleceu dia 12 de infarto". Não estava preparado para ouvir e nem ela para me dizer, choramos juntos.
Mais uma vez a vida dá um tombo. Nossa família sempre se preocupou com sua mãe, no altos de seus 98 anos bem vividos e com saúde plena, sensata e lúcida. Ninguém te amou tanto e dedicou a vida como ela. Carregou no ventre, amamentou, educou e cuidou do começo das suas percas de movimentação e fala. Enfrentou uma sociedade hipócrita, calculista e mesquinha. Foi exemplo de mãe, mulher, amiga e guerreira. Lutou até o seu último dia de vida, com mais de setenta anos.
Zé, como a gente o chamava, com seu olhos verdes, sempre nos olhava sereno e eficaz. Lia seus livros diariamente, fumava seu cigarro, acertava todas as palavras das cruzadinhas mais difíceis, tomava café e guaraná zero. Transmitia sensibilidade e garra, mesmo seus últimos anos estando na cadeira de rodas. Bom carioca, lia seu jornal O Globo e vibrava com as partidas de futebol.
Tenho bons registros de várias fases de nossas vidas, sendo em passeios de charrete, cafés na padaria, portaria do edifício, vários almoços em minha casa e na sua, visitas ao Rio, procissão que esperava o beijo de sua mãe, novelas, e por aí vai...
Deus te protegeu e nunca te abandonou em todos os momentos de sua vida. Prometo que cuidaremos de sua mãe com todo amor, carinho, respeito e consideração que temos por vocês. Sentiremos sua falta daqui em diante.







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